https://revistavista.pt/index.php/vista/issue/feed Vista 2021-10-18T08:52:29+00:00 Vista vista@ics.uminho.pt Open Journal Systems <p>A <em>Vista</em> (e-ISSN 2184-1284) é uma revista científica de Cultura Visual e Artes Digitais, tendo por diretor um membro integrado do <a href="http://www.cecs.uminho.pt/">Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade</a> (CECS) e como diretor adjunto um membro pelo<a href="https://www.sopcom.pt/gt/15"> Grupo de Trabalho de Grupo de Trabalho de Cultura Visual</a> da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (Sopcom). Publicada desde 2017, esta revista tem um rigoroso sistema de arbitragem científica (revisão duplamente cega por dois revisores). A revista segue a modalidade de publicação contínua, sendo publicada em Português e em Inglês. A revista foi criada em 2015 pelo Grupo de Trabalho de Cultura Visual da Sopcom e, no segundo semestre de 2020, passou a ser editada pelo CECS, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho. O conselho editorial da <em>Vista</em> integra reputados especialistas da Cultura Visual e Artes Digitais de diversos pontos do mundo.</p> <p>A <em>Vista</em> é financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), sendo parte do Projeto Plurianual do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade 2020-2023.</p> https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/3585 2021-10-06T22:14:11+00:00 Sirin Fulya Erensoy s.erensoy@filmuniversitaet.de Direitos de Autor (c) https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/3594 Repetições da violência na arte de Cribb e Bungué 2021-10-18T08:52:29+00:00 Eduardo Prado Cardoso oeduardoprado@gmail.com <p>O artigo descreve três obras artísticas audiovisuais (produzidas pelos artistas Vitória Cribb e Welket Bungué entre 2019 e 2020) para debater como elas tratam, cada uma à sua maneira, o tema da repetição da violência contra corpos negros no ambiente numérico das redes; invocando uma análise qualitativa e estética dos procedimentos empregados pelos vídeos e também dos locais em que eles foram disponibilizados, explora-se a hipótese, seguindo Hui (2021), de que a arte joga luz sobre a irracionalidade do racismo viabilizado por algoritmos e assim pode constituir necessária aproximação do sublime, do não-racional. Ao exercitar tal movimento, os criadores propiciam não apenas discussões de temática escapista da realidade, mas também instauram perspectivas essencialmente antirracistas, ao denunciar a irracionalidade explícita da violência, como em Bungué, ou ao modelar a deformidade dos sistemas algorítmicos, como em Cribb. É na recursividade transformada em artefato que as possibilidades de interpretação de fenômenos como espancamentos e execuções bárbaras ganham complexidade: as repetições do social encontram materialidade no audiovisual, a discursar sobre o espalhamento digital. Além de se apontar para responsabilizações das violências e suas representações – dentro e fora das redes –, conclui-se que as implicações sociais derivadas do uso das redes, a perpetuar certas violências, são apropriadas pelos artistas em forma e conteúdo, e assim podem habitar espaços mais abertos à reflexão e ao diálogo.</p> Direitos de Autor (c) https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/3566 (Don’t) judge a book by its cover 2021-09-29T08:33:49+00:00 Carmen Neamțu Carmen Neamțu carmenneamtu2000@gmail.com <p><em>The article deals with the role of the cover in the economics of the book. During this period, when book sales moved exclusively online and the cover had an even more important role.</em></p> <p><em>Is the cover a business card of the book? Does it focus the message of the book, like the title of the book? Can the cover sell the book or not? The phrase "Don't judge a book by its cover" is wellknown. And yet we must not underestimate the importance of design even in the case of a book. Sometimes it is the cover that can cause us to purchase a book or on the contrary, not to give importance to a particular publication. </em></p> <p><em>The article also includes an interview with a Romanian artist, Viorel Simulov, a member of the Union of Fine Artists in Romania, who has signed hundreds of covers and who tries to clarify how important the design of the cover is in the success of a book.</em></p> <p><em>Font, size of the letter, styling, </em><em>all these elements attract us and influence the buyer's decision. They come with atmosphere and colour, just as the voice in the spoken language or in ads. In fact, the book cover acts like a commercial, and all the rules of an ad can be applied to the book cover too. &nbsp;So, beyond words, commercials use images, page settings, colours. These additional elements carry out signification that can strengthen or contradict the meaning of words.</em></p> Direitos de Autor (c) https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/3522 De repente, a esperança Capa de The Economist relativa a novembro de 2020 2021-07-30T08:58:56+00:00 Cláudia Botelho claudiabotelho@deb.uminho.pt Martins Moisés moisesm@ics.uminho.pt <p>Propomo-nos fazer a análise semiótica da capa da revista noticiosa <em>The Economist</em>, de novembro de 2020, intitulada “Suddenly, hope” [De repente, a esperança]. Sendo este o objetivo, partimos da conceção triádica do signo, de inspiração peirciana, assim como da demonstração, realizada por Saussure, de que cada signo está vinculado à estrutura que significante e significado compõem, pelo que estas dimensões não podem ser consideradas isoladamente. O ponto de vista que privilegiámos é o de que a produção de sentido ocorre sempre em condições concretas de tempo, espaço e interlocução (Bourdieu, 1989; Martins, 2004, 2002/2017). A análise da imagem remete para o contexto social atual de pandemia.</p> <p>A cor da imagem foi identificada como o principal elemento de análise. Goethe apresentou a cor como o principal elemento da perceção humana, com capacidade para induzir um efeito significativo na “alma” do recetor da mensagem.</p> <p>A cor dominante do túnel na imagem em análise é o preto. O preto é gradualmente substituído por diferentes graus de cinzento até atingir a cor branca. É esta dicotomia que nos leva a comparar a imagem ao apocalipse, representado pela cor preta (escuridão), e o branco ao génesis (o paraíso). A imagem conduz-nos, ainda, à teoria da Liminaridade, de Vitor Turner, ou seja, a sociedade terá que atravessar o túnel, como quem empreende um rito de passagem para uma sociedade melhor. A seringa representa a vacina como a salvação, sendo que este significado é reforçado pelo apontamento vermelho, nesta seringa, que na cultura cristã representa o sangue que dá a vida.&nbsp;</p> <p>A cor, enquanto elemento dominante desta imagem, não deve, pois, ser apenas encarada do ponto de vista da teoria física, mas de acordo com a sensibilidade de quem a observa. “A cor não é uma impressão. (...). A cor é coração. (...) (Fazenda, 2001, p. 9).</p> Direitos de Autor (c) https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/3517 Quem quer ser apagada? 2021-08-03T08:15:14+00:00 Rosa Cabecinhas cabecinhas@ics.uminho.pt <p>Neste artigo iremos discutir a forma como as mulheres são representadas nos manuais de História em vigor no Ensino Secundário Geral em Moçambique: Qual o lugar das mulheres na História de África e na História de Moçambique? Quais as mulheres com nome, com rosto ou com voz nos manuais escolares? Como é descrita a sua agência histórica? Para responder a estas questões realizámos uma análise sincrónica, multimodal, interseccional e comparativa da forma como as mulheres são representadas nos manuais de História da 11ª e da 12ª classes.</p> <p>A análise efetuada demonstra profundas assimetrias nas representações de género, quer no que concerne aos conteúdos de ensino, quer no que toca às fontes e à iconografia. Os manuais apresentam um quadro historiográfico assente na liderança masculina enquanto as mulheres são apresentadas como confinadas aos papéis tradicionais de género, com raras excepções. Tendo em conta a escassez de estudos referentes às representações de género, interseccionalidades e ensino de história em Moçambique, neste trabalho analisamos o modo como texto e imagem contribuem para o apagamento da agência das mulheres nos manuais escolares de História. Prestamos particular atenção às imagens de mulheres e discutimos o potencial das imagens para o combate ao sexismo e para a descolonização do conhecimento</p> Direitos de Autor (c)