https://revistavista.pt/index.php/vista/issue/feed Vista 2022-07-20T08:50:32+00:00 Vista vista@ics.uminho.pt Open Journal Systems <p>A <em>Vista</em> (e-ISSN 2184-1284) é uma revista científica de cultura visual e artes digitais, tendo por diretor um membro integrado do <a href="http://www.cecs.uminho.pt/">Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade</a> (CECS) e como diretor-adjunto um membro do<a href="https://www.sopcom.pt/gt/15"> Grupo de Trabalho de Grupo de Trabalho de Cultura Visual</a> da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (Sopcom). Lançada em 2017, esta publicação de acesso aberto tem um rigoroso sistema de arbitragem científica (revisão duplamente cega). É semestral (janeiro-junho e julho-dezembro), mas segue a modalidade de publicação contínua, tendo edição bilingue (em português e em inglês). A revista foi criada em 2015 pelo Grupo de Trabalho de Cultura Visual da Sopcom e, no segundo semestre de 2020, passou a ser editada pelo CECS, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho. O conselho editorial integra reputados especialistas da cultura visual e artes digitais de diversos pontos do mundo. A <em>Vista</em> é financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.</p> https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4071 Estética em Angústia: A Violência de Género e a Cultura Visual. Nota Introdutória 2022-07-07T08:38:40+00:00 Ece Canlı ececanli@ics.uminho.pt Nicoletta Mandolini nicoletta.mandolini@ics.uminho.pt 2022-07-07T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2022 Ece Canlı, Nicoletta Mandolini https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4057 O Vídeo Como Tecnologia e Meio de Expressão Artística 2022-07-20T08:50:32+00:00 Mauro Gonçalves mauro.santosg@gmail.com <p>O presente trabalho procura refletir sobre o surgimento da tecnologia do vídeo e a sua utilização como meio de expressão artística. Concentrando-nos, sobretudo, no período entre a década de 1960 e a de 1990, analisamos a relação da televisão e outras instituições com a esfera artística cultural e o seu papel no desenvolvimento de práticas artísticas através do vídeo. Com efeito, estabelecemos exemplos internacionais e exemplos portugueses para uma análise plural e diversa. Por conseguinte, este trabalho elabora algumas das teorias, ideias principais e análises relativas ao papel do vídeo e da televisão na sociedade do final do século XX. Confere-se especial atenção a alguns traços ideológicos e filosóficos transversais às diversas práticas artísticas, autores e agentes da esfera cultural contemporânea para refletir sobre alguns elementos estéticos que constituem as obras deste período. A partir de uma seleção de obras e artistas, este estudo procura explorar a dimensão social do vídeo, que muitas vezes funcionou como meio democrático, instrumento de contestação social e política e meio para a reflexão pessoal do artista. Desta forma, articula-se uma abordagem à presença e representação do corpo nas obras de vídeo e outros elementos técnicos e estéticos para compreender dimensões teóricas envoltas na produção imagética deste meio.</p> 2022-07-20T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2022 Mauro Gonçalves https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4046 O Real em Cena: Uma Cenografia Para Lá da Representação 2022-05-19T14:11:00+00:00 Sara Franqueira sara.franqueira@sapo.pt <p>Este artigo pretende problematizar a ideia da cenografia como representação de lugares para a cena e na cena. As criações espaciais/visuais no contexto do palco ainda são de forma sistemática pensadas como respostas a um referente, instalando no domínio do cenográfico um agrilhoamento à identificação e à realidade como modelo. O texto procura analisar alguns modelos onde esta aparente natural relação é discutida, comentando o crescimento da realidade não referencial na cena contemporânea. Organiza-se em três argumentos, que conduzem à possibilidade de abandono do conceito de representação para informar o <em data-id="italic-1">modus operandi</em> da criação cenográfica no contexto das artes de palco. O primeiro veicula os cenários como representações desejavelmente realistas, na esteira do desenvolvimento da cultura ocidental, para que o segundo possa colocar a hipótese de um outro entendimento da realidade na cena. Esta transformação, produzida por uma vontade de abdicar da representação, comentada na segunda parte, evidencia inclusivamente um possível desfasamento entre os habituais cenários e um outro conceito de cenografia assente na importância da materialidade tangível em cena. O terceiro argumento, conduzido por desafios relativos a modelos normativos de entender a realidade, propõe-se destabilizar modelos semióticos e a conduzir a cenografia para uma interpretação assente na experiência individual dos lugares corpóreos, promovendo assim a ascensão de um certo tipo de real na cena, para lá da representação.</p> 2022-06-30T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2022 Sara Franqueira https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4045 O Referente Esteve Lá. O Referente Como Carne 2022-06-27T10:08:42+00:00 Marta Cordeiro mcordeiro@estc.ipl.pt <p>Parte-se da constatação de que, apesar da mediação que implica e define os modos de relacionamento entre indivíduos e real, a realidade é incontornável. No entanto, e tendo em conta a diluição da importância do referente enquanto forma de legitimação da produção de imagens na passagem do século XIX para o século XX, e apesar da emergência da fotografia enquanto meio que implica a presença do referente, defende-se que a relação entre indivíduos e imagens se funda, em grande medida, numa relação entre estas duas entidades, que prescinde do referente, e que é esta relação, quando específica, que pode justificar aproximações como a do <em data-id="_italic-2">punctum</em>, de Roland Barthes. Nesta aceção, existe um espaço, proposto pela imagem, que permite que, <em data-id="_italic-3">para </em><em data-id="_italic-4">lá</em> dela, o sujeito se possa projetar, e que existe como definição da imagem enquanto superfície e profundidade. Como contraponto, aproxima-se a situação das imagens à situação do corpo e, através desta comparação, defende-se que a importância e realidade do referente, como “coisa em si”, existe quando a imagem não consegue controlar o excesso que o referente é, tal como o corpo, quando não consegue controlar a carne, a torna visível. A imagem está para o corpo como o referente para a carne. As imagens de entes queridos, ou de atrocidades de guerra, são tidas como exemplo desta emergência do referente, como sintoma.</p> 2022-06-27T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2022 Marta Cordeiro https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4024 Do "Efeito de Colagem" à Comunicação Estratégica no Contexto das Novas Tecnologias: Uma Análise do Museu Virtual da Lusofonia no Instagram 2022-06-28T09:40:03+00:00 Tatiane Oliveira tatiane.rco@gmail.com Teresa Ruão truao@ics.uminho.pt <p>O fenómeno das novas tecnologias da comunicação trouxe mudanças significativas nas formas de organização e comunicação nas empresas. Neste estudo, apresentamos algumas destas transformações, sendo que uma delas nos chama a atenção: as organizações precisam de (re)estabelecer conexões simbólicas dentro de um ambiente em que não há presença física e em que se reduz a capacidade de criação, troca e manutenção da cultura e da identidade organizacionais. Nesse sentido, as empresas investem cada vez mais em novas práticas nos média sociais, para sobressair num ambiente carregado de imagens, barulhento, em que tudo parece efémero, desarticulado. Diante do contexto de uma sociedade fragmentada, trazemos o estudo de caso da comunicação estratégica do Museu Virtual da Lusofonia durante o seu lançamento no Instagram. Na pesquisa, observa-se que a entrada da organização cultural neste <em data-id="italic-ea52d22c32fe028f893dc0b6caa1d531">medium</em> social foi fundamentado essencialmente pela compreensão da organização e dos seus propósitos e, ao mesmo tempo, pela coerência e consistência da comunicação estratégica, ancorados por: (a) ações de criação de um padrão visual que reforça a identidade organizacional; (b) uma linha editorial clara para publicação de imagens que valoriza aspetos da organização; e (c) práticas realizadas a partir de recursos interativos da plataforma, levando a um incremento inicial imediato do relacionamento com os públicos reais e potenciais do museu.</p> 2022-06-28T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2022 Tatiane Oliveira, Teresa Ruão