https://revistavista.pt/index.php/vista/issue/feed Vista 2021-08-03T08:14:11+00:00 Vista vista@ics.uminho.pt Open Journal Systems <p>A <em>Vista</em> (e-ISSN 2184-1284) é uma revista científica de Cultura Visual e Artes Digitais, tendo por diretor um membro integrado do <a href="http://www.cecs.uminho.pt/">Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade</a> (CECS) e como diretor adjunto um membro pelo<a href="https://www.sopcom.pt/gt/15"> Grupo de Trabalho de Grupo de Trabalho de Cultura Visual</a> da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (Sopcom). Publicada desde 2017, esta revista tem um rigoroso sistema de arbitragem científica (revisão duplamente cega por dois revisores). A revista segue a modalidade de publicação contínua, sendo publicada em Português e em Inglês. A revista foi criada em 2015 pelo Grupo de Trabalho de Cultura Visual da Sopcom e, no segundo semestre de 2020, passou a ser editada pelo CECS, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho. O conselho editorial da <em>Vista</em> integra reputados especialistas da Cultura Visual e Artes Digitais de diversos pontos do mundo.</p> <p>A <em>Vista</em> é financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), sendo parte do Projeto Plurianual do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade 2020-2023.</p> https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/3522 De repente, a esperança Capa de The Economist relativa a novembro de 2020 2021-07-30T08:58:56+00:00 Cláudia Botelho claudiabotelho@deb.uminho.pt Martins Moisés moisesm@ics.uminho.pt <p>Propomo-nos fazer a análise semiótica da capa da revista noticiosa <em>The Economist</em>, de novembro de 2020, intitulada “Suddenly, hope” [De repente, a esperança]. Sendo este o objetivo, partimos da conceção triádica do signo, de inspiração peirciana, assim como da demonstração, realizada por Saussure, de que cada signo está vinculado à estrutura que significante e significado compõem, pelo que estas dimensões não podem ser consideradas isoladamente. O ponto de vista que privilegiámos é o de que a produção de sentido ocorre sempre em condições concretas de tempo, espaço e interlocução (Bourdieu, 1989; Martins, 2004, 2002/2017). A análise da imagem remete para o contexto social atual de pandemia.</p> <p>A cor da imagem foi identificada como o principal elemento de análise. Goethe apresentou a cor como o principal elemento da perceção humana, com capacidade para induzir um efeito significativo na “alma” do recetor da mensagem.</p> <p>A cor dominante do túnel na imagem em análise é o preto. O preto é gradualmente substituído por diferentes graus de cinzento até atingir a cor branca. É esta dicotomia que nos leva a comparar a imagem ao apocalipse, representado pela cor preta (escuridão), e o branco ao génesis (o paraíso). A imagem conduz-nos, ainda, à teoria da Liminaridade, de Vitor Turner, ou seja, a sociedade terá que atravessar o túnel, como quem empreende um rito de passagem para uma sociedade melhor. A seringa representa a vacina como a salvação, sendo que este significado é reforçado pelo apontamento vermelho, nesta seringa, que na cultura cristã representa o sangue que dá a vida.&nbsp;</p> <p>A cor, enquanto elemento dominante desta imagem, não deve, pois, ser apenas encarada do ponto de vista da teoria física, mas de acordo com a sensibilidade de quem a observa. “A cor não é uma impressão. (...). A cor é coração. (...) (Fazenda, 2001, p. 9).</p> Direitos de Autor (c) https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/3517 Quem quer ser apagada? 2021-08-03T08:14:11+00:00 Rosa Cabecinhas cabecinhas@ics.uminho.pt <p>Neste artigo iremos discutir a forma como as mulheres são representadas nos manuais de História em vigor no Ensino Secundário Geral em Moçambique: Qual o lugar das mulheres na História de África e na História de Moçambique? Quais as mulheres com nome, com rosto ou com voz nos manuais escolares? Como é descrita a sua agência histórica? Para responder a estas questões realizámos uma análise sincrónica, multimodal, interseccional e comparativa da forma como as mulheres são representadas nos manuais de História da 11ª e da 12ª classes.</p> <p>A análise efetuada demonstra profundas assimetrias nas representações de género, quer no que concerne aos conteúdos de ensino, quer no que toca às fontes e à iconografia. Os manuais apresentam um quadro historiográfico assente na liderança masculina enquanto as mulheres são apresentadas como confinadas aos papéis tradicionais de género, com raras excepções. Tendo em conta a escassez de estudos referentes às representações de género, interseccionalidades e ensino de história em Moçambique, neste trabalho analisamos o modo como texto e imagem contribuem para o apagamento da agência das mulheres nos manuais escolares de História. Prestamos particular atenção às imagens de mulheres e discutimos o potencial das imagens para o combate ao sexismo e para a descolonização do conhecimento</p> Direitos de Autor (c) https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/3502 Máscaras de nós 2021-07-19T13:45:01+00:00 Sally Santiago sallysantiago_@hotmail.com <p>*Informado via e-mail que não é necessário enviar <span class="markmbxh3erxp" data-markjs="true" data-ogac="" data-ogab="" data-ogsc="" data-ogsb="">resumo</span>, nem palavras-chave para um projeto visual</p> Direitos de Autor (c) https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/3501 Como entender o cinema português? 2021-06-22T14:28:15+00:00 João Rebocho rebochojoao55@gmail.com Catarina Viegas catarina.viegas@edu.ulisboa.pt <p><strong>Resumo</strong></p> <p>A multiplicidade conceptual encontrada na historiografia do cinema nacional é, sobretudo, inseparável das mentalidades e da época em que cada trabalho se situa. As Ciências Sociais e Humanas promoveram, nas últimas décadas, diversas incursões sobre o cinema português inclinando-se, com sucesso, sobre a componente teórico-prática. Porém, conhecendo a dificuldade em preencher salas de cinema que exibem filmes portugueses é lançada a questão acerca do elevado grau de descomprometimento e de que lado estará a responsabilidade: do autor ou do público? A partir de uma entrevista realizada aos cineastas Luís Ismael e Paulo A.M. Oliveira, diretores de uma nova vaga nacional, o atual texto esforça-se para se aproximar desta esfera cultural que, ainda levando consigo o mundo, merece uma denominação nacional.</p> <p>&nbsp;</p> Direitos de Autor (c) https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/3443 Cinema, percursos e dinâmicas de coprodução com Moçambique: um olhar exploratório 2021-06-16T08:58:22+00:00 Alice Dutra Balbé alicedb.jornal@gmail.com Elaine Trindade elainetrindade@hotmail.com Isabel Macedo isabel.macedo@ics.uminho.pt <p>Neste artigo, apresentamos uma breve análise das dinâmicas de coprodução entre Portugal e Moçambique, explorando, em particular, os filmes financiados pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) no período compreendido entre 2014 e 2020, no âmbito do Programa de Apoio ao Cinema – Modalidade de Apoio à Coprodução com Países de Língua Portuguesa. Ao todo, 16 filmes receberam financiamento do ICA, estando alguns ainda em processo de produção. Cinco são coproduções com participação moçambicana – <em>Vovó dezanove e o segredo do soviético, </em>de João Ribeiro;<em> Desterrados, </em>de Yara Costa<em>; As noites ainda cheiram a pólvora</em>, de Inadelso Cossa; <em>O ancoradouro do tempo, </em>de Sol de Carvalho, e<em> À mesa da unidade popular, </em>de Camilo de Sousa e Isabel de Noronha. A análise documental exploratória (Wolff, 2004) indica que os filmes financiados atualmente abordam temas associados ao colonialismo, mas também a acontecimentos sociopolíticos e culturais atuais. Os documentários moçambicanos, em particular, narram as lutas pela independência em Moçambique, a guerra civil, tendo sido também financiados filmes de ficção que constituem adaptações de obras literárias de autores africanos reconhecidos internacionalmente, como o escritor angolano Ondjaki e o moçambicano Mia Couto.</p> 2021-06-30T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2021 Vista