Vista https://revistavista.pt/index.php/vista <p>A <em>Vista</em> (e-ISSN 2184-1284) é uma revista científica de Cultura Visual e Artes Digitais, tendo por diretor um membro integrado do <a href="http://www.cecs.uminho.pt/">Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade</a> (CECS) e como diretor adjunto um membro pelo<a href="https://www.sopcom.pt/gt/15"> Grupo de Trabalho de Grupo de Trabalho de Cultura Visual</a> da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (Sopcom). Publicada desde 2017, esta revista tem um rigoroso sistema de arbitragem científica (revisão duplamente cega por dois revisores). A revista segue a modalidade de publicação contínua, sendo publicada em Português e em Inglês. A revista foi criada em 2015 pelo Grupo de Trabalho de Cultura Visual da Sopcom e, no segundo semestre de 2020, passou a ser editada pelo CECS, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho. O conselho editorial da <em>Vista</em> integra reputados especialistas da Cultura Visual e Artes Digitais de diversos pontos do mundo.</p> <p>A <em>Vista</em> é financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), sendo parte do Projeto Plurianual do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade 2020-2023.</p> Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho pt-PT Vista 2184-1284 <p>Os autores são titulares dos direitos de autor, concedendo à revista o direito de primeira publicação. O trabalho é licenciado com uma Licença <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" rel="license">Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional</a>.</p> https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/3780 Natalia Negretti Direitos de Autor (c) 8 Poéticas Biográficas do Corpo Explantado: Notas Sobre Três Ensaios Visuais Brasileiros https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/3668 <p>O presente texto propõe uma reflexão sobre as imagens do corpo feminino através dos ensaios visuais de três artistas brasileiras contemporâneas: Karka Keiko, Fiamma Viola e Maria Luísa Andrade. Os apontamentos tecidos às imagens estão interligados por três notas principais: a primeira discute as tematizações do corpo feminino que figuram nos contextos midiáticos, artísticos e culturais compondo uma agenda de pesquisa propriamente feminista; a segunda observa como as artistas emprestam seus corpos explantados, submetidos aos procedimentos cirúrgicos, para a construção de um trabalho de elaboração criativa e narrativa de si através das imagens; e a terceira traça os pontos de ruptura estético-políticos provocados pelas imagens ensaísticas indicando o recurso poético como um gesto de resistência em uma sociedade inundada por selfies. Ao desenvolver a discussão, é possível observar como este tipo de conteúdo circula tanto nas elaborações visuais e artísticas das galerias e museus, quanto na forma de postagens, através de conhecidos sites de redes sociais, de modo a adquirir maior alcance do olhar público. Capazes de instaurar a criação de uma cena enunciativa voltada para as telas, os corpos das mulheres submetidos ao explante mamário propõem refletir acerca das novas formas de vínculos do olhar sobre o corpo feminino.</p> Roberta Gobbi Baccarim Angie Gomes Biondi Direitos de Autor (c) 2021 Roberta Gobbi Baccarim , Angie Gomes Biondi https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-12-22 2021-12-22 8 e021014 e021014 10.21814/vista.3668 A Arte Multifacetada: Dinâmicas Culturais e Políticas da Cidade do Rio de Janeiro https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/3651 <p>Esta contribuição busca apresentar o breve resumo de uma longa pesquisa baseada nos acontecimentos das últimas décadas na cidade do Rio de Janeiro. Este artigo percorre um trajeto que busca prioritariamente compreender o uso de aparelhos culturais e artísticos como ferramentas para um complexo processo de mudanças e perspectivas na cidade. Mudanças estas impulsionas pelo fato da cidade do Rio ter sediado dois megaeventos, a Copa do Mundo FIFA (2014) e as Olimpíadas (2016), com forte impacto nas áreas centrais e/ou turísticas da cidade. A zona portuária figura como o principal campo desta pesquisa, desde a ideia de área abandonada a centro de um polo cultural, com drásticas mudanças visuais, estruturais e simbólicas, tendo como principais exemplos a construção do Museu de Arte do Rio e do Museu do Amanhã. Uma retrospectiva da vida política da cidade assim como suas gestões municipais constroem a ideia de que a instrumentalização da arte e seu uso como ferramenta para “revitalizar” áreas da cidade parte de um projeto antigo que encontrou na vinda dos grandes eventos o momento exato para ser posto em prática. Em contrapartida, pequenos coletivos culturais autônomos surgiram na região durante esse processo, inserindo na discussão novos conceitos e significados para o uso da arte, tornando a discussão em torno da zona portuária e seus agentes ainda mais complexa. Por fim, ao analisarmos o cenário político recente da cidade, foi possível perceber a ofensiva a instituições culturais decorrente de perspectivas políticas conservadoras, o que novamente redefine o uso da arte e da cultura na cidade.</p> Sabrina Marques Parracho Sant'Anna Débora da Silva Suzano Vitória Ferreira Dias Barenco Bianca Vidal Durães Direitos de Autor (c) 2021 Sabrina Marques Parracho Sant'Anna, Débora da Silva Suzano, Vitória Ferreira Dias Barenco, Bianca Vidal Durães https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-12-22 2021-12-22 8 e021015 e021015 10.21814/vista.3651 Migração e Conflito Sírio: A Narrativa por Trás da Imagem https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/3650 <p>Este artigo visa pensar os fluxos migratórios e o papel político da imagem utilizando como referência a guerra na Síria. A fotografia de Hamza Al-Ajweh intitulada “Uma criança síria caminha por uma rua passando por escombros de edifícios destruídos na cidade controlada pelos rebeldes de Douma no enclave Ghouta Oriental, nos arredores de Damasco”, tirada em 8 de março de 2018 e publicada pela primeira vez no <em data-id="_italic-1">Los Angeles Times</em>, servirá como ponto de referência para a discussão e análise aqui proposta. A complexidade dos deslocamentos neste contexto específico de guerra nos encaminha para a necessidade de conceituação da mobilidade síria após o início da guerra em 2011, entendendo que esta complexidade vai muito além das definições formais utilizadas pelos órgãos internacionais. Para um entendimento mais preciso do debate, estruturamos a discussão em três partes, apresentando primeiramente uma breve contextualização sobre o conflito na Síria, que teve início com a Primavera Árabe e que prossegue até a atualidade. Esta contextualização sociopolítica serve aqui como pano de fundo para discutirmos não somente categorias migratórias genéricas, mas também para melhor auxiliar o entendimento sobre pessoas, movimentos e a demanda por novas categorias e reflexões visuais que ultrapassam as perspectivas já estabelecidas. No final, discutiremos como a fotografia do fotógrafo Hamza Al-Ajweh nos auxilia a pensarmos múltiplos aspectos políticos e transformadores da imagem.</p> Suzana Ramos Coutinho Jesner Esequiel Santos Direitos de Autor (c) 2022 Suzana Ramos Coutinho, Jesner Esequiel Santos https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-01-20 2022-01-20 8 10.21814/vista.3650 A Experiência-Cinema Como um Currículo: Cartografando Masculinidades Dissidentes em Boi Neon (2015) https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/3646 <p>Em meio ao agreste pernambucano no nordeste do Brasil, um corpo macho se coloca em trânsito no pleno movimento de um território de intensidades, o que provoca abalos nos modos como são construídas as identidades de gênero e de sexualidade. Com o objetivo de cartografar os processos de subjetivação das masculinidades que escapam aos modelos hegemônicos e inspirado nas contribuições da filosofia da diferença, da cultura visual e da teorização pós-crítica da educação, lanço meus olhos e dou espaço ao meu “corpo vibrátil” (Rolnik, 1989) para ler algumas cenas de <em data-id="_italic-2">Boi </em><em data-id="italic-87a5ec6b95bacc6c28591039edb0fdc5">Neon </em>(2015), filme dirigido por Gabriel Mascaro e um dos representantes do novo cinema pernambucano, que narra a história de Iremar, um vaqueiro que sonha em se tornar estilista. O argumento desenvolvido no texto é o de que uma experiência-cinema é potente para a promoção de encontros que nos dessubjetivam, fazendo-nos provar existências mais afirmativas. Como considerações finais, entendo que o boi neon, figura mágica que surge na narrativa do filme, simboliza o próprio Iremar, que em meio aos retalhos coloridos e aos destroços do lixão da moda, emerge com sua potência transformadora de mundos cotidianos, ainda que resguardados na localização de uma existência lida como insignificante. Iremar é o boi neon do agreste pernambucano, aquele que por meio do corpo bruto, da couraça aparentemente inquebrável, revela a sensibilidade e a ternura de um modo de vida masculino em seu <em data-id="_italic-3">devir</em><em data-id="_italic-4">-mulher</em><em data-id="_italic-5">. </em></p> Alcidesio Oliveira da Silva Junior Direitos de Autor (c) 2021 Alcidesio Oliveira da Silva Junior https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-12-27 2021-12-27 8 e021017 e021017 10.21814/vista.3646