Vista https://revistavista.pt/index.php/vista <p>A <em>Vista</em> (e-ISSN 2184-1284) é uma revista científica de Cultura Visual e Artes Digitais, tendo por diretor um membro integrado do <a href="http://www.cecs.uminho.pt/">Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade</a> (CECS) e como diretor adjunto um membro pelo<a href="https://www.sopcom.pt/gt/15"> Grupo de Trabalho de Grupo de Trabalho de Cultura Visual</a> da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (Sopcom). Publicada desde 2017, esta revista tem um rigoroso sistema de arbitragem científica (revisão duplamente cega por dois revisores). A revista é semestral (janeiro-junho e julho-dezembro), mas segue a modalidade de publicação contínua, sendo publicada em Português e em Inglês. A revista foi criada em 2015 pelo Grupo de Trabalho de Cultura Visual da Sopcom e, no segundo semestre de 2020, passou a ser editada pelo CECS, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho. O conselho editorial da <em>Vista</em> integra reputados especialistas da Cultura Visual e Artes Digitais de diversos pontos do mundo.</p> <p>A <em>Vista</em> é financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), sendo parte do Projeto Plurianual do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade 2020-2023.</p> Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho pt-PT Vista 2184-1284 <p>Os autores, individuais ou colectivos, dos artigos publicados transferem para a <em>Vista </em>o exclusivo do direito de publicação sob qualquer forma.</p> Jogos de espelhos: o duplo na fotografia recreativa do início do século XX https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/3131 <p>O presente artigo, dedicado à produção retratística fotográfica lúdica do início do século XX, e à relação histórica e ontológica entre a fotografia e o espelho, parte do pressuposto segundo o qual seria necessário pensar a história da fotografia de modo integrado, enquadrando-a no contexto mais alargado da história dos média e de questões teóricas mais vastas como a relação entre a tecnologia e o humano, a mediação entre o real e o imaginário, e as interações entre os ditos novos e velhos média. O espelho e a fotografia são dois objetos, aparentados, por um lado, aos espetáculos pré-cinematográficos e ao próprio cinema, e por outro, aos aparelhos científicos, como o telescópio e o microscópio, que merecem ser repensados no que diz respeito à ambivalência que os aproxima. Configurando um espaço “absolutamente irreal” e “absolutamente real”, conforme sugeriu o filósofo Michel Foucault (1984/2005, p. 246) a propósito do espelho, o espelho, como a fotografia, seria exemplar de um espaço heterotópico. Na história da fotografia e, particularmente do retrato fotográfico lúdico das primeiras décadas do século XX, é assinalável o recurso ao espelho e ao duplo, enquanto dispositivo capaz de potenciar a destabilização da figura humana: referimo-nos ao <em data-id="_italic-1">retrato duplo</em>, à <em data-id="_italic-2">multifotografia</em> e à fotografia com recurso a <em data-id="_italic-3">espelhos deformantes</em> (Bergeret &amp; Drouin, 1893; Chaplot, 1904; Hopkins, 1897; Schnauss, 1890/1891; Woodbury, 1896/1905). Partindo de uma predisposição para repensar a tradição lúdica e fantasista no âmbito geral da história dos média, propomo-nos retraçar afinidades entre dois espaços “heterotópicos”, que são a fotografia e o espelho.</p> Maria da Luz Correia Direitos de Autor (c) 2021 Vista https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-01-29 2021-01-29 7 e021001 e021001 10.21814/vista.3131