Vista https://revistavista.pt/index.php/vista <p>A <em>Vista</em> (e-ISSN 2184-1284) é uma revista científica de cultura visual e artes digitais, tendo por diretor um membro integrado do <a href="http://www.cecs.uminho.pt/">Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade</a> (CECS) e como diretor-adjunto um membro do<a href="https://www.sopcom.pt/gt/15"> Grupo de Trabalho de Grupo de Trabalho de Cultura Visual</a> da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (Sopcom). Lançada em 2017, esta publicação de acesso aberto tem um rigoroso sistema de arbitragem científica (revisão duplamente cega). É semestral (janeiro-junho e julho-dezembro), mas segue a modalidade de publicação contínua, tendo edição bilingue (em português e em inglês). A revista foi criada em 2015 pelo Grupo de Trabalho de Cultura Visual da Sopcom e, no segundo semestre de 2020, passou a ser editada pelo CECS, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho. O conselho editorial integra reputados especialistas da cultura visual e artes digitais de diversos pontos do mundo. A <em>Vista</em> é financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.</p> Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho pt-PT Vista 2184-1284 <p>Os autores são titulares dos direitos de autor, concedendo à revista o direito de primeira publicação. O trabalho é licenciado com uma Licença <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" rel="license">Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional</a>.</p> https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4040 Patricia Comesaña Comesaña Direitos de Autor (c) 9 O vídeo como tecnologia e meio de expressão artística https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4057 <p class="p1"><span class="s1">O presente trabalho procura refletir sobre o surgimento da tecnologia do vídeo e a sua utilização como meio de expressão artística. Concentrando-nos, sobretudo, no período entre a década de 1960 e 1990, analisamos a relação da Televisão e outras instituições com a esfera artística cultural e o seu papel no desenvolvimento de práticas artísticas através do vídeo. Com efeito, estabelecemos exemplos internacionais e exemplos portugueses para uma análise plural e diversa. Por conseguinte, este trabalho elabora algumas das teorias, ideias principais e análises relativas ao papel do vídeo e da televisão na sociedade do final do século XX.</span></p> <p class="p1"><span class="s1"> Conferiu-se especial atenção a alguns traços ideológicos e filosóficos transversais às diversas práticas artísticas, autores e agentes da esfera cultural contemporânea para refletir sobre os elementos estéticos que constituem as obras deste período.</span></p> Mauro Gonçalves Direitos de Autor (c) 9 Inglés Gender violence in times of coronavirus in G7 countries: Social media advertising campaigns https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4047 <p>The SARS-CoV-2 pandemic increased cases of gender-based violence during confinement. This paper analyzes the campaigns promoted by institutions, non-governmental organizations and women's activist movements in G7 countries during the Covid-19 health crisis. The social media became a space for interaction (cyber feminism) to make visible the other pandemic. Through content analysis, we analyzed a model campaign for each country disseminated during the pandemic through the most relevant social networks in these countries: Facebook, Twitter, Youtube, Instagram, and TikTok. The study addresses the coding strategies of the advertising message and shows that the coronavirus pandemic became the creative axis in the design of information campaigns with new symbolic codes to help the victims. The results obtained allow us to understand the change in the communicative strategies on gender violence. Emphasis was placed on emotional arguments that mobilized social action (activism, denouncement, support for victims). The use of the social hashtag as an advertising slogan was extended to help raise awareness and make the problem visible (viral). In the face of the health crisis, medical symbolism was used as a creative resource to denounce the problem in creative pieces. In the G7 countries, these campaigns were combined with other international campaigns promoted by organizations such as the United Nations. Based on the social context and the results obtained, it is possible to reflect on the measures needed to alleviate the consequences of gender violence through actions that promote entrepreneurship: new campaigns and social initiatives, new companies, social movements and reactivation of internal actions of already established companies.</p> Anna Amorós-Pons Patricia Comesaña Comesaña Inna Alexeeva-Alexeev Direitos de Autor (c) 9 O Real em Cena https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4046 <p>Este artigo pretende problematizar a ideia da cenografia como representação de lugares para a cena e na cena. As criações espaciais/visuais no contexto do palco ainda são de forma sistemática pensadas como respostas a um referente, instalando no domínio do cenográfico um agrilhoamento à identificação e à realidade como modelo. O texto procura analisar alguns modelos onde esta aparente natural relação é discutida, comentando o crescimento da realidade não referencial na cena contemporânea. Organiza-se me três argumentos, que conduzem à possibilidade de abandono do conceito de representação para informar o <em>modus operandi</em> da criação cenográfica no contexto das artes de palco. O primeiro veicula os cenários como representações desejavelmente realistas, na esteira do desenvolvimento da cultura ocidental, para que o segundo possa colocar a hipótese de um outro entendimento da realidade na cena. Esta transformação, que evidencia inclusivamente um possível desfasamento entre os habituais cenários e um outro conceito de cenografia, assenta na importância de uma materialidade tangível em cena, cuja interpretação assenta apenas na experiencia individual desse lugar corpóreo, destabilizando por isso modelos semióticos. Esta conceção é apresentada como um passo essencial para o desafio de modelos normativos de entender a realidade promovida pela ascensão do Real na cena, para lá da representação.</p> Sara Cristina Franqueira Direitos de Autor (c) 9 O referente esteve lá. O referente como carne. https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4045 <p>Parte-se da constatação de que, apesar da mediação que implica e define os modos de relacionamento entre indivíduos e real, a realidade é incontornável. No entanto, e tendo em conta a diluição da importância do referente enquanto forma de legitimação da produção de imagens na passagem do século XIX para o século XX, e apesar da emergência da fotografia enquanto meio que implica a presença do referente, defende-se que a relação entre indivíduos e imagens se funda, em grande medida, numa relação entre estas duas entidades, que prescinde do referente, e que é esta relação, quando específica, que pode justificar aproximações como a do <em>punctum</em>, de Roland Barthes. Nesta aceção, existe um espaço, proposto pela imagem, que permite que, <em>para lá</em> dela, o sujeito se possa projetar, e que existe como definição da imagem enquanto superfície e profundidade. Como contraponto, aproxima-se a situação das imagens à situação do corpo e, através desta comparação, defende-se que a importância e realidade do referente, como “coisa em si”, existe quando a imagem não consegue controlar o excesso que o referente é, tal como o corpo, quando não consegue controlar a carne, a torna visível. A imagem está para o corpo como o referente para a carne. As imagens de entes queridos, ou de atrocidades de guerra, são tidas como exemplo desta emergência do referente, como sintoma.</p> Marta Cordeiro Direitos de Autor (c) 9