Vista https://revistavista.pt/index.php/vista <p>A <em>Vista</em> (e-ISSN 2184-1284) é uma revista científica de cultura visual e artes digitais, tendo por diretor/a um membro integrado do <a href="http://www.cecs.uminho.pt/">Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade</a> (CECS) e como diretor/a-adjunto/a um membro do<a href="https://sopcom.pt/grupos-de-trabalho/cultura-visual/"> Grupo de Trabalho de Cultura Visual</a> da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (Sopcom). Lançada em 2017, esta publicação de acesso aberto tem um rigoroso sistema de arbitragem científica (revisão duplamente cega). É semestral (janeiro-junho e julho-dezembro), mas segue a modalidade de publicação contínua, tendo edição bilingue (em português e em inglês). A revista foi criada em 2015 pelo Grupo de Trabalho de Cultura Visual da Sopcom e, no segundo semestre de 2020, passou a ser editada pelo CECS, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho. O conselho editorial integra reputados especialistas da cultura visual e artes digitais de diversos pontos do mundo. A <em>Vista</em> é financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.</p> Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho pt-PT Vista 2184-1284 <p>Os autores são titulares dos direitos de autor, concedendo à revista o direito de primeira publicação. O trabalho é licenciado com uma Licença <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" rel="license">Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional</a>.</p> Reparar a Comunicação. Despatriarcalizar, Descolonizar e Ecologizar a Cultura Mediática https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/5597 <p style="font-weight: 400;">Recensão de <em data-id="_italic-2">Comunicación Radical. Despatriarcalizar, Decolonizar y Ecologizar la Cultura Mediática</em> (2022).</p> Rosa Cabecinhas Direitos de Autor (c) 2024 Rosa Cabecinhas https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-06-17 2024-06-17 13 e024009 e024009 10.21814/vista.5597 São Muitas as Possibilidades e Impossibilidades que Habitam Esse Mundo: Uma Reflexão Sobre o Tempo Espiralar e a "35.ª Bienal de São Paulo” https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/5530 <p>A compreensão epistemológica do tempo espiralar, desenvolvida pela pensadora brasileira Leda Maria Martins (2021), oferece uma perspectiva restitutiva da experiência do tempo em sua forma espiralada e serve como inspiração para a concepção da “35.ª Bienal de São Paulo”, intitulada <em data-id="_italic-2">Coreografias do Impossível</em>. Esta epistemologia, enraizada em práticas, poéticas e pensamentos Negros, traz movimentos desobedientes capazes de criar formas de se soltar das categorias estabelecidas pela matriz hegemônica colonial e de cruzar diferentes estratégias de sobrevivências, ritmos e ruptura. O interesse curatorial e educativo das <em data-id="_italic-3">Coreografias do Impossível</em> em elaborar uma Bienal pensada a partir do tempo que espirala abre espaço para reflexões profundas sobre como propostas curatoriais podem se envolver em tentativas de gestos reparadores, ao mesmo tempo que se encontram cercadas de impossibilidades institucionais. Considerando que as instituições coloniais estão intrinsecamente ligadas a estruturas de poder, privilégio e lógicas de mercado, as tensões e contradições deste contexto informam as impossibilidades de descolonização das instituições. Diante dessas questões, esta escrita procura fazer uma leitura sobre as <em data-id="_italic-4">Coreografias do Impossível</em>, refletindo sobre o trabalho curatorial e educativo da “35.ª Bienal de São Paulo” em articulação com a concepção do “tempo espiralar", ao mesmo tempo que oferece uma análise crítica das tensões e contradições nas tentativas de descolonização do museu.</p> Marcela Pedersen Direitos de Autor (c) 2024 Marcela Pedersen https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-05-27 2024-05-27 13 e024006 e024006 10.21814/vista.5530 (Re)parar as Violências Coloniais Contra as Mulheres: Revisitar Mulheres Sempre Presentes https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/5528 <p>Este ensaio retoma o projeto <em data-id="_italic-5">Mulheres Sempre Presentes</em>, realizado para a exposição “O Impulso Fotográfico. (Des)arrumar o Arquivo Colonial”. A proposta ressignifica fotografias analógicas de antropologia física colonial portuguesa através de procedimentos de descontextualização e recontextualização, tentando interromper a reprodução de estereótipos negativos sobre as mulheres negras fotografadas, os quais abundam no arquivo das missões de antropologia colonial de onde os retratos foram selecionados. A escolha de retratos de mulheres pretende homenagear a sua presença nas longas lutas levadas a cabo pelas populações negras em diversos momentos da história e afirmar o seu papel de agentes do processo histórico, em sociedades patriarcais, tanto europeias como africanas tradicionais, que tendem a relegá-las para segundo plano. O ensaio conjuga, ainda, diferentes vozes e reflexões das suas autoras, sob influência do texto de Spivak (1988/2021) <em data-id="_italic-6">Pode a </em><em data-id="_italic-7">Subalterna Tomar </em><em data-id="_italic-8">a </em><em data-id="_italic-9">Palavra</em><em data-id="_italic-10">?</em>, que aborda as condições de fala e de escuta das mulheres e interroga a sua condição de subalternidade.</p> Teresa Mendes Flores Soraya Vasconcelos Catarina Mateus Carmen Loureiro Rosa Direitos de Autor (c) 2024 Teresa Mendes Flores, Soraya Vasconcelos, Catarina Mateus, Carmen Loureiro Rosa https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-06-04 2024-06-04 13 e024008 e024008 10.21814/vista.5528 Armando de Almeida. Lição de Resistência na Cultura de Corrida Portuguesa https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/5525 <p>Em março de 1913, Armando de Almeida venceu a maratona da “Semana Desportiva” do jornal <em>O Mundo</em>. Em maio do mesmo ano repetiu a proeza ao vencer a maratona dos Jogos Olímpicos Nacionais, na altura, a mais importante competição de atletismo no país. Por essas vitórias, é considerado o campeão nacional da maratona para o ano de 1913 pela Federação Portuguesa de Atletismo. Recordemos que a Federação Portuguesa de Atletismo só existe formalmente desde 1921. É, conjuntamente, num contexto de grande perturbação político-social e num ecossistema elitista, programaticamente desestruturado, que Armando de Almeida se destaca do grupo matricial de atletas que tomavam parte nestas novas formas de lazer e demonstrações de cultura de massas — as corridas pedestres de longa distância. A sua presença ativa na cultura de corrida da metrópole é contemporânea com a origem e constituição do movimento negro (1911–1933) — pioneiro no combate político antirracista em Portugal.</p> <p>Neste texto, que tem como ponto de partida o resgate de fotografias e narrativas dos primórdios da história e da memória do atletismo português, procuramos biografar Armando de Almeida, num exercício simultâneo de empatia e militância como contributo para o debate, contrariando invisibilidades consequentes de negligências historiográficas. Tentamos, também, reconstituir a possibilidade de articulação entre os percursos emancipatórios do atleta com a organização de movimentos políticos e sociais no tumultuoso momento histórico da Primeira República, numa capital de império colonial, com expressiva presença de pessoas afrodescendentes, esse fenómeno histórico plurissecular.</p> Luís Camanho José Carneiro Susana Lourenço Marques Direitos de Autor (c) 2024 Luís Camanho, José Carneiro, Susana Lourenço Marques https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-04-03 2024-04-03 13 e024003 e024003 10.21814/vista.5525 A Tendency to Forget: Reparar (n)o Passado Para Resistir ao Esquecimento. Entrevista com a Artista Ângela Ferreira https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/5524 <p>No âmbito da “Escola de Verão em Comunicação e Cultura para o Desenvolvimento”, realizada na Universidade do Minho, em 2020, as investigadoras que conduziram esta entrevista trabalharam no projeto <em data-id="_italic-2">Cultures, Past &amp; Present </em>(2018–2022), mais concretamente no eixo que buscava compreender a história, a memória e as narrativas associadas aos museus de etnologia em Portugal e em Moçambique. O papel pioneiro de Margot Dias na introdução do filme etnográfico, nos estudos conduzidos junto aos macondes de Moçambique, emergiu naturalmente como um aspeto central da investigação, associado ao papel determinante de Jorge Dias na criação do Museu de Etnologia em Lisboa. Com o avanço da pesquisa, foi possível identificar duas investigadoras e artistas com obra significativa sobre as missões etnográficas do casal Dias, com ênfase no papel assumido por Margot, ainda que com abordagens bastante distintas: a antropóloga e cineasta Catarina Alves Costa, professora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e a artista plástica Ângela Ferreira, professora da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. O estudo exploratório sobre o percurso artístico de Ângela Ferreira logo evidenciou a necessidade de se chegar à fala com esta criadora. Foi neste contexto que se realizou a entrevista aqui publicada, a qual decorreu em dois momentos, a 12 e a 19 de novembro de 2020, mas que conserva a atualidade dos temas e das questões abordados. Aliás, estes temas e questões estão na ordem do dia, se tomarmos em consideração o recente impulso dado ao debate sobre reparações históricas, em Portugal, após o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, se ter mostrado favorável a tais reparações às ex-colónias, durante um encontro com jornalistas estrangeiros a 23 de abril de 2024.</p> Viviane Almeida Lurdes Macedo Renata Flaiban Zanete Direitos de Autor (c) 2024 Viviane Almeida, Lurdes Macedo, Renata Flaiban Zanete https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-05-29 2024-05-29 13 e024007 e024007 10.21814/vista.5524