Vista https://revistavista.pt/index.php/vista <p>A <em>Vista</em> (e-ISSN 2184-1284) é uma revista científica de cultura visual e artes digitais, tendo por diretor um membro integrado do <a href="http://www.cecs.uminho.pt/">Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade</a> (CECS) e como diretor-adjunto um membro do<a href="https://www.sopcom.pt/gt/15"> Grupo de Trabalho de Grupo de Trabalho de Cultura Visual</a> da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (Sopcom). Lançada em 2017, esta publicação de acesso aberto tem um rigoroso sistema de arbitragem científica (revisão duplamente cega). É semestral (janeiro-junho e julho-dezembro), mas segue a modalidade de publicação contínua, tendo edição bilingue (em português e em inglês). A revista foi criada em 2015 pelo Grupo de Trabalho de Cultura Visual da Sopcom e, no segundo semestre de 2020, passou a ser editada pelo CECS, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho. O conselho editorial integra reputados especialistas da cultura visual e artes digitais de diversos pontos do mundo. A <em>Vista</em> é financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.</p> pt-PT <p>Os autores são titulares dos direitos de autor, concedendo à revista o direito de primeira publicação. O trabalho é licenciado com uma Licença <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" rel="license">Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional</a>.</p> vista@ics.uminho.pt (Vista) vista@ics.uminho.pt (Vista) Mon, 31 Jan 2022 00:00:00 +0000 OJS 3.3.0.10 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 O Real em Cena: Uma Cenografia Para Lá da Representação https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4046 <p>Este artigo pretende problematizar a ideia da cenografia como representação de lugares para a cena e na cena. As criações espaciais/visuais no contexto do palco ainda são de forma sistemática pensadas como respostas a um referente, instalando no domínio do cenográfico um agrilhoamento à identificação e à realidade como modelo. O texto procura analisar alguns modelos onde esta aparente natural relação é discutida, comentando o crescimento da realidade não referencial na cena contemporânea. Organiza-se em três argumentos, que conduzem à possibilidade de abandono do conceito de representação para informar o <em data-id="italic-1">modus operandi</em> da criação cenográfica no contexto das artes de palco. O primeiro veicula os cenários como representações desejavelmente realistas, na esteira do desenvolvimento da cultura ocidental, para que o segundo possa colocar a hipótese de um outro entendimento da realidade na cena. Esta transformação, produzida por uma vontade de abdicar da representação, comentada na segunda parte, evidencia inclusivamente um possível desfasamento entre os habituais cenários e um outro conceito de cenografia assente na importância da materialidade tangível em cena. O terceiro argumento, conduzido por desafios relativos a modelos normativos de entender a realidade, propõe-se destabilizar modelos semióticos e a conduzir a cenografia para uma interpretação assente na experiência individual dos lugares corpóreos, promovendo assim a ascensão de um certo tipo de real na cena, para lá da representação.</p> Sara Franqueira Direitos de Autor (c) 2022 Sara Franqueira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4046 Thu, 30 Jun 2022 00:00:00 +0000 O Referente Esteve Lá. O Referente Como Carne https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4045 <p>Parte-se da constatação de que, apesar da mediação que implica e define os modos de relacionamento entre indivíduos e real, a realidade é incontornável. No entanto, e tendo em conta a diluição da importância do referente enquanto forma de legitimação da produção de imagens na passagem do século XIX para o século XX, e apesar da emergência da fotografia enquanto meio que implica a presença do referente, defende-se que a relação entre indivíduos e imagens se funda, em grande medida, numa relação entre estas duas entidades, que prescinde do referente, e que é esta relação, quando específica, que pode justificar aproximações como a do <em data-id="_italic-2">punctum</em>, de Roland Barthes. Nesta aceção, existe um espaço, proposto pela imagem, que permite que, <em data-id="_italic-3">para </em><em data-id="_italic-4">lá</em> dela, o sujeito se possa projetar, e que existe como definição da imagem enquanto superfície e profundidade. Como contraponto, aproxima-se a situação das imagens à situação do corpo e, através desta comparação, defende-se que a importância e realidade do referente, como “coisa em si”, existe quando a imagem não consegue controlar o excesso que o referente é, tal como o corpo, quando não consegue controlar a carne, a torna visível. A imagem está para o corpo como o referente para a carne. As imagens de entes queridos, ou de atrocidades de guerra, são tidas como exemplo desta emergência do referente, como sintoma.</p> Marta Cordeiro Direitos de Autor (c) 2022 Marta Cordeiro https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4045 Mon, 27 Jun 2022 00:00:00 +0000 Do "Efeito de Colagem" à Comunicação Estratégica no Contexto das Novas Tecnologias: Uma Análise do Museu Virtual da Lusofonia no Instagram https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4024 <p>O fenómeno das novas tecnologias da comunicação trouxe mudanças significativas nas formas de organização e comunicação nas empresas. Neste estudo, apresentamos algumas destas transformações, sendo que uma delas nos chama a atenção: as organizações precisam de (re)estabelecer conexões simbólicas dentro de um ambiente em que não há presença física e em que se reduz a capacidade de criação, troca e manutenção da cultura e da identidade organizacionais. Nesse sentido, as empresas investem cada vez mais em novas práticas nos média sociais, para sobressair num ambiente carregado de imagens, barulhento, em que tudo parece efémero, desarticulado. Diante do contexto de uma sociedade fragmentada, trazemos o estudo de caso da comunicação estratégica do Museu Virtual da Lusofonia durante o seu lançamento no Instagram. Na pesquisa, observa-se que a entrada da organização cultural neste <em data-id="italic-ea52d22c32fe028f893dc0b6caa1d531">medium</em> social foi fundamentado essencialmente pela compreensão da organização e dos seus propósitos e, ao mesmo tempo, pela coerência e consistência da comunicação estratégica, ancorados por: (a) ações de criação de um padrão visual que reforça a identidade organizacional; (b) uma linha editorial clara para publicação de imagens que valoriza aspetos da organização; e (c) práticas realizadas a partir de recursos interativos da plataforma, levando a um incremento inicial imediato do relacionamento com os públicos reais e potenciais do museu.</p> Tatiane Oliveira, Teresa Ruão Direitos de Autor (c) 2022 Tatiane Oliveira, Teresa Ruão https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4024 Tue, 28 Jun 2022 00:00:00 +0000 Quebrando Limites: O Jornal de Borda Além das Fronteiras da Arte https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4014 <p>As publicações dos artistas são frequentemente utilizadas em estudos de arte contemporânea nas discussões sobre publicações impressas. No entanto, estas publicações vão para além das suas nomenclaturas e do seu lugar nas instituições de arte. As fronteiras das artes visuais estão cada vez mais difusas, e as discussões sobre as obras de arte tornam-se mais potentes quando vistas dentro do espectro mais amplo da cultura visual. A estética tem o poder de produzir conhecimento e de estabelecer relações com as formas de viver e de estar no mundo e através da história. As publicações, como tal, são lugares sociais que podem mediar as relações entre as pessoas, especialmente quando envolvem questões como o feminismo, o capitalismo e a descolonização. O <em data-id="italic-45823ea44ceacc7efc343cd486a784ce">Jornal de Borda</em>, jornal de cultura visual anarquista que circulou na América Latina em português e espanhol entre 2015 e 2021, é um exemplo de expressão artística em publicação impressa. Estabelece estrategicamente o nome de corpos dissidentes — referidos como "corpas" — no contexto da arte dentro da cultura visual; estabelece as relações entre estes corpos e o anarquismo dentro do contexto latino-americano; e a estética relaciona-se diretamente com outros jornais do século passado, tais como<em data-id="italic-376ea52d11e9d0d4e9bd4ba9a4aae69e"> A Plebe</em>, honrando a história e, simultaneamente, fazendo história.</p> Fernanda Grigolin, Mirna Wabi-Sabi Direitos de Autor (c) 2022 Fernanda Grigolin, Mirna Wabi-Sabi https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4014 Thu, 30 Jun 2022 00:00:00 +0000 Dos Muros Para o Ecrã: Arte Urbana, Quotidiano e Experiência Estética no Museu Virtual da Lusofonia https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/3982 <p>Nesta pesquisa, propomos analisar as tensões entre a arte do quotidiano, os processos de visibilidade e invisibilidade da arte urbana e a experiência estética em ambiente virtual. Este estudo tem como corpus duas exposições: <em data-id="italic-1">As Vozes Silenciosas das Paredes de Coimbra</em> e "<em data-id="italic-2">Não Há Muro em Branco Que Eu Não Possa Pintar"</em>, ambas em cartaz permanente no Museu Virtual da Lusofonia, na plataforma Google Arts &amp; Culture. Tendo o Museu Virtual da Lusofonia uma composição interativa, imersiva e híbrida, que une fotografias, sons, vídeos e elementos de geolocalização (Google Street View), é objetivo secundário pensar a imagem enquanto lugar de experiência que possui a potencialidade de romper com um regime representativo da arte em prol de um regime estético.</p> Elaine Trindade Direitos de Autor (c) 2022 Elaine Trindade https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/3982 Tue, 31 May 2022 00:00:00 +0000