Vista https://revistavista.pt/index.php/vista <p>A <em>Vista</em> (e-ISSN 2184-1284) é uma revista científica de cultura visual e artes digitais, tendo por diretor/a um membro integrado do <a href="http://www.cecs.uminho.pt/">Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade</a> (CECS) e como diretor/a-adjunto/a um membro do<a href="https://www.sopcom.pt/gt/15"> Grupo de Trabalho de Cultura Visual</a> da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (Sopcom). Lançada em 2017, esta publicação de acesso aberto tem um rigoroso sistema de arbitragem científica (revisão duplamente cega). É semestral (janeiro-junho e julho-dezembro), mas segue a modalidade de publicação contínua, tendo edição bilingue (em português e em inglês). A revista foi criada em 2015 pelo Grupo de Trabalho de Cultura Visual da Sopcom e, no segundo semestre de 2020, passou a ser editada pelo CECS, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho. O conselho editorial integra reputados especialistas da cultura visual e artes digitais de diversos pontos do mundo. A <em>Vista</em> é financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.</p> pt-PT <p>Os autores são titulares dos direitos de autor, concedendo à revista o direito de primeira publicação. O trabalho é licenciado com uma Licença <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" rel="license">Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional</a>.</p> vista@ics.uminho.pt (Vista) vista@ics.uminho.pt (Vista) Tue, 31 Jan 2023 17:06:04 +0000 OJS 3.3.0.10 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Televisão e Vídeo: Reconfigurações da Comunicação Audiovisual https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4542 Luís Miguel Loureiro, Juan Francisco Gutiérrez Lozano Direitos de Autor (c) 2023 Luís Miguel Loureiro, Juan Francisco Gutiérrez Lozano https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4542 Tue, 31 Jan 2023 00:00:00 +0000 Lucia Marcucci: Poesia Visual Contra a Violência Social https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4424 <p>O artigo oferece uma leitura original de algumas das obras mais famosas de Marcucci entre o início dos anos 60 e o final dos anos 70, escolhidas como exemplos de uma especificidade de género situada da poética da artista. Apesar do distanciamento autodeclarado das posições neofeministas, Marcucci brilha pela originalidade e polémica nos temas e práticas de criação no seu panorama contemporâneo, maioritariamente dominado por artistas masculinos. Por um lado, observamos a atuação artística e cultural de Marcucci numa Itália no meio de um boom económico, mas que ainda sofria com a natureza retrógrada do pensamento fascista ainda desviadamente dominante, em conjunto com o fanatismo da igreja católica, relativamente à emancipação da mulher. Por outro lado, também observamos a singularidade produtiva de Marcucci no contexto da contracultura sua contemporânea, que não se tinha libertado — embora o pregasse — das dinâmicas sexistas de poder. O artigo visa apresentar uma lente feminista (do olhar masculino à auto-objetificação) não como a única e absoluta forma de interpretar os poemas verbo-visuais de Marcucci, mas como útil para destacar as qualidades específicas da investigação e poética de Marcucci. Através da análise de "Il Fidanzato in Fuga" (O Noivo em Fuga; 1964), "Noxin" (1970), "AH!" (1972), "Aa Bb Cc" (1977) e "Culturae" (1978), será feita uma tentativa de oferecer um percurso de investigação viável que não isole a obra de Marcucci da dos seus contemporâneos masculinos, mas que considere a sua especificidade situada como uma posição necessária.</p> Marzia D'Amico Direitos de Autor (c) 2022 Marzia D'Amico https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4424 Tue, 13 Dec 2022 00:00:00 +0000 Descrição Densa e Análise Integrada de Artefactos Visuais Digitais: O Repertório Visual de #IrmãEuAcreditoEmTi https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4132 <p data-id="_paragraph-21">Neste trabalho, exploramos a relação entre o afeto e o uso que ativistas feministas digitais fazem da estética para comunicar as suas ideias e protestar contra a violência sexual. Assim, o nosso foco incide sobre a cultura visual do protesto digital. Entendemos os artefactos visuais como um <em data-id="_italic-2">repertório visual de protesto</em> (Jenzen et al., 2020, p. 420) que pode ser articulado num contexto local específico e, simultaneamente, ecoar sentimentos globais. Neste artigo, analisamos o repertório visual de protesto do ativismo digital feminista espanhol contra a violência sexual. Para tal, foram analisados 696 artefactos visuais associados ao hashtag #HermanaYoSíTeCreo (#IrmãEuAcreditoEmTi) partilhado no Twitter entre 1 de maio de 2018 e 31 de agosto de 2020. O nosso quadro metodológico incorpora uma análise triangular colaborativa baseada na semiótica social (Ledin &amp; Machin, 2018; Van Leeuwen, 2005), na análise sócio-hermenêutica (Knoblauch &amp; Schnettler, 2012; Serrano Pascual &amp; Zurdo Alaguero, 2010), na <em data-id="_italic-3">etnografia hashtag</em> (Bonilla &amp; Rose, 2015) e na <em data-id="_italic-4">descrição densa interpretativa</em> (Geertz, 1973, pp. 3–30). Desenvolvemos ainda uma sensibilidade etnográfica em relação ao corpus, o que nos envolveu num diálogo constante para superar a tendência positivista da análise visual digital a partir de dados.</p> <p data-id="_paragraph-22">Este nosso trabalho aborda a perceção de como os discursos visuais podem criar a unificação afetiva dos utilizadores das redes sociais (Stage, 2013) como uma característica chave da política feminista e do ativismo online (Keller et al., 2018). Analisámos o uso de artefactos visuais pela comunidade "virtual" de irmandade e concluímos que estes processos serviram como base para (a) estabelecer uma marca visual distinta e versátil; (b) tecer uma comunidade afetiva; (c) articular o desejo de se conectar e de se reunir através do amor, esperança, ultraje e repugnância; e (d) ligar o passado e o presente, bem como lutas feministas geograficamente distantes.</p> Patricia Prieto Blanco, Elisa García-Mingo, Silvia Díaz Fernández Direitos de Autor (c) 2022 Patricia Prieto Blanco, Elisa García-Mingo, Silvia Díaz Fernández https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4132 Thu, 29 Dec 2022 00:00:00 +0000 A Banda Desenhada Como Ferramenta Para Investigação Sobre Violência de Género. Entrevista com Nayanika Mookherjee Sobre o Romance Gráfico Birangona. Para Testemunhos Éticos de Violência Sexual Durante Conflitos (2019) https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4109 <p>A banda desenhada e o recente formato de romance gráfico estão entre as formas de arte que os investigadores escolheram para divulgar e fornecer uma representação visual do seu trabalho. Esta relação entre banda desenhada e a investigação, que faz parte de uma prática rotulada como “investigação baseada nas artes”, tem sido facilitada pelas reconhecidas capacidades narrativas e didáticas da banda desenhada. A investigação sobre a violência baseada no género não tem sido indiferente ao apelo da banda desenhada, e, em alguns casos raros, mas interessantes, explora as características do meio para visualizar e fazer circular os resultados da investigação. Exemplo disso é o romance gráfico <em>Birangona</em> (Mookherjee &amp; Najmun Nahar, 2019; Durham University), da autoria da investigadora Nayanika Mookherjee e da artista de banda desenhada Najmun Nahar Keya, distribuído em versão digital e em papel, para popularizar um conjunto de orientações para conduzir a recolha de dados de história oral junto de sobreviventes de violação em tempos de guerra. Esta entrevista com a Professora Nayanika Mookherjee, coautora do romance gráfico e antropóloga que conduziu a investigação com testemunhos de violações em tempos de guerra dos quais foram retiradas as orientações, pretende apresentar o projeto de investigação baseado nas artes <em>Birangona</em> e discutir, a nível académico, a implementação de metodologias de artes visuais (metodologias baseadas em banda desenhada em particular) para investigar a violência de género.</p> Nicoletta Mandolini, Nayanika Mookherjee Direitos de Autor (c) 2022 Nicoletta Mandolini, Nayanika Mookherjee https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4109 Thu, 27 Oct 2022 00:00:00 +0000 Cultura Visual, Violência de Gênero e Masculinidades: Entrecruzamentos e Possibilidades Pedagógicas https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4105 <p>Este artigo explora as relações entre cultura visual, gênero e violência, com foco nas visualidades e em seus papéis pedagógicos. Considerando o protagonismo exercido pelos homens na prática de violências gendradas, são apresentadas algumas reflexões teóricas sobre os modos pelos quais a construção social do visual está implicada no problema, a partir de uma abordagem dos estudos da cultura visual e dos estudos de gênero. Para corroborar com as reflexões, descrevemos uma proposta pedagógica desenvolvida com duas turmas de estudantes universitários de artes visuais no segundo semestre de 2021, nas quais as pessoas participantes foram convidadas a pensar sobre a construção das aprendizagens de gênero e as violências que permeiam esse processo, tendo como dispositivo condutor das discussões a elaboração de constelações visuais. Essa estratégia metodológica foi inspirada nos estudos de Aby Warburg (2000/2010) e de Georges Didi-Huberman (2002/2013, 2011/2018) e buscou explorar o potencial inerente ao ato de confrontar imagens. A expectativa desta atividade pedagógica foi de promover deslocamentos do olhar e reposicionamentos a respeito da naturalização da ordem de gênero e das práticas violentas que ela sustenta. Durante a construção dos painéis visuais e das discussões que moveram os encontros, percebemos que os homens têm certa dificuldade em compreender ou expressar de que modo estão envolvidos no problema, enquanto as mulheres relataram experiências próximas com situações de violência. Entretanto, ainda que as condutas e a cumplicidade masculinas não tenham sido problematizadas de forma expressiva pelos homens, eles aproveitaram o espaço para relatar como a socialização masculina é marcada por violências praticadas em nome do gênero. Concluímos que o papel desempenhado pelas visualidades na reprodução ou subversão de normas e padrões pode contribuir para problematizar as redes de sentido estabelecidas socialmente em torno do gênero.</p> Carla Luzia de Abreu, Jocy Meneses dos Santos Junior Direitos de Autor (c) 2022 Jocy Meneses dos Santos Junior, Carla Luzia de Abreu https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/4105 Thu, 10 Nov 2022 00:00:00 +0000