Landscapes of Fabulation and Displacement: Cinema, Alterity and Cartography in Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos

Authors

DOI:

https://doi.org/10.21814/vista.7089

Keywords:

contemporary cinema, fabulation, displacement, cartography

Abstract

This article reflects on experiences of displacement and migration in contemporary cinema, focusing on the film Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos (The Dead and the Others; 2018), directed by Renée Messora and João Salaviza. Drawing on Gilles Deleuze’s concept of “fabulation,” the discussion examines how cinematic practices developed in contexts of deterritorialisation mobilise fabulation as a creative gesture emerging from encounters with alterity and an openness to other temporalities, affects, and epistemologies. The analysis emphasises the film’s creative process, characterised by a prolonged coexistence between the filmmakers and the Krahô Indigenous community in Tocantins, resulting in a ritualised, collaborative mode of filmmaking. Within this context, displacement appears as a constitutive condition of film form, the gaze, and the intersubjective relations that sustain the film. In dialogue with the concept of “diasporic space”, proposed by Avtar Brah (2005), it is argued that the film constructs a relational space in which boundaries are constantly negotiated, both for the filmmakers and for the characters. Finally, the article proposes an approach linking the film to the cartographic method, understanding the work as a practice of sensitive mapping grounded in collective assemblage. Cartography is therefore regarded as providing fertile conceptual tools for tracing collaborative cinematic practices in which subject and object co-emerge, and where cinema functions as a space for the production of the common and the reconfiguration of modes of being in the world.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biography

  • Júlia Vilhena Rodrigues, Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho, Braga, Portugal

    Júlia Vilhena Rodrigues holds a PhD in Artistic Studies, with a specialisation in Film Studies, from the University of Coimbra, in co-supervision with the School of Communication at the Universidade Federal do Rio de Janeiro. During her doctoral studies, she conducted research with artistic practice in the fields of migrant/diasporic cinema, postcolonial theory, and documentary practices. Júlia was a doctoral fellow of the Portuguese Foundation for Science and Technology and a collaborator at the Centre for Interdisciplinary Studies (University of Coimbra). She holds a bachelor’s degree in Anthropology from the University of Brasília, completed training in Film Directing at the Escola de Cinema Darcy Ribeiro, and earned a master’s degree in Literature, Culture and Contemporary Studies from the Pontifical Catholic University of Rio de Janeiro. She is currently a researcher at the Communication and Society Research Centre at the University of Minho, within the CONCILIARE project. In addition to her research activities, she works as an independent filmmaker.

References

Brah, A. (2005). Cartographies of diaspora: Contesting identities. Routledge.

Brasil, A. (2013). Formas do antecampo: Performatividade no documentário brasileiro contemporâneo. Revista FAMECOS, 20(3), 578–602. https://doi.org/10.15448/1980-3729.2013.3.14512

Brasil, A., & Belisário, B. (2016). Desmanchar o cinema: variações do fora-de-campo em filmes indígenas. Revista de Sociologia e Antropologia, 6(3), 601–634. https://doi.org/10.1590/2238-38752016V633

Caixeta de Queiroz, R. (2008). Cineastas indígenas e pensamento selvagem. Devires Cinema e Humanidades, 5(2), 98–125.

CINEAD LECAV. (2019, 6 de novembro). Abecedário Virgínia Kastrup: Cartografias da Invenção [Vídeo]. YouTube. https://www.youtube.com/watch?v=mTWns8ACYDU

Comolli, J.-L. (2008). Ver e poder: A inocência perdida – Cinema, televisão, ficção, documentário (A. de Tugny, O. Teixeira & R. Caixeta, Trads.). Editora UFMG. (Trabalho original publicado em 2004)

Culturalmente Falando. (2019, 21 de abril). #CFEntrevista! Renée Nader Messora e João Salaviza! [Vídeo]. YouTube. https://www.youtube.com/watch?v=bQbWKrpFUoc

Deleuze, G. (1988). Diferença e repetição (L. Orlandi & R. Machado, Trads.). Editora Graal. (Trabalho original publicado em 1968)

Deleuze, G. (1997). Crítica e clínica (P. P. Pelbart, Trad.). Editora 34. (Trabalho original publicado em 1993)

Deleuze, G. (2004). A imagem-movimento: Cinema 1 (R. Godinho, Trad.). Assírio & Alvim. (Trabalho original publicado em 1983)

Deleuze, G. (2018). Imagem-tempo: Cinema 2 (R. T. de Aguiar, Trad.). Editora 34. (Trabalho original publicado em 1985)

Deleuze, G., & Guattari, F. (2021). Mil platôs: Capitalismo e esquizofrenia (Vol. 1; A. Guerra Neto & C. P. Costa, Trads.). Editora 34. (Trabalho original publicado em 1995)

Escola das Artes – UCP. (2022, 5 de agosto). Interview | Renée Nader Messora e João Salaviza [Vídeo]. YouTube. https://www.youtube.com/watch?v=XhGIllms_5k

Descola, P. (2024). Em torno de Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos. In G. Blanc (Ed.), Passagens (pp. 63–73). Batalha Centro de Cinema.

Ferracini, R., Lima, E. A., Carvalho, S. R. de, Liberman, F., & Carvalho, Y. de. (2014). Uma experiência de cartografia territorial do corpo em arte. Urdimento, 1(22), 219–232. https://doi.org/10.5965/1414573101222014219

Ingold, T. (2000). The perception of the environment: Essays on livelihood, dwelling and skill. Routledge.

Jaeckle, J. (2024). Sobre home movies e os “verdes anos”: Os primeiros filmes de Lisboa de Salaviza. In G. Blanc (Ed.), Passagens (pp. 35–49). Batalha Centro de Cinema.

Kastrup, V., & Passos, E. (2013). Cartografar é traçar um plano comum. Fractal: Revista de Psicologia, 25(2), 263–280. https://doi.org/10.1590/S1984-02922013000200004

Lemière, J. (2024). Uma resposta à questão da crise da ficção cinematográfica, entre Portugal e Brasil. In G. Blanc (Ed.), Passagens (pp. 51–60). Batalha Centro de Cinema.

Marks, L. U. (2000). The skin of the film: Intercultural cinema, embodiment and the senses. Duke University Press.

Marques, Â. C. S., & Sá Martino, L. M. (2021). A fabulação intervalar das imagens em Jacques Rancière. Imagofagia, (24), 466–502.

Mendonça, B., Fieschi, M., & Ribeiro, J. (2024, 15 de março). João Salaviza: “Quando trabalhei com Manoel de Oliveira, ele disse-me: Podemos vender-nos muitas vezes, mas filmar, aí é inegociável” [Entrevista]. Expresso. https://expresso.pt/podcasts/a-beleza-das-pequenas-coisas/2024-03-15-Joao-Salaviza-Quando-trabalhei-com-Manoel-de-Oliveira-ele-disse-me-Podemos-vender-nos-muitas-vezes-menos-a-filmar-ai-e-inegociavel-065580b2

Messora, R. N., & Salaviza, J. (Realizadores). (2023). A flor do Buriti [Filme]. Entrefilmes; Karõ Filmes.

Mesquita, C. (2011). Obra em processo ou processo como obra? Debate: Rio de Janeiro. In C. Eduardo, E. Valente, J. L. Vieira (Eds.), Cinema brasileiro anos 2000: 10 questões (pp. 1–30). Centro Cultural Banco do Brasil.

Passos, E., Kastrup, V., & Escóssia, L. (Eds.). (2015). Pistas do método da cartografia: Pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. Sulina.

Pimenta, J. (2024). Muito sangue foi derramado para que a gente pudesse viver aqui – Essa história nunca acaba. In G. Blanc (Ed.), Passagens (pp. 75–87). Batalha Centro de Cinema.

Portugal, P. (2019, 14 de março). João Salaviza sobre ‘Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos’. Insider. https://insider.pt/2019/03/14/joao-salaviza-sobre-chuva-e-cantoria-na-aldeia-dos-mortos/

Rancière, J. (2005). A partilha do sensível: Estética e política (M. Costa Netto, Trad.). Editora 34. (Trabalho original publicado em 2000)

Rancière, J. (2014). O espectador emancipado (I. C. Benedetti, Trad.). Martins Fontes. (Trabalho original publicado em 2008)

Rolnik, S. (2002). A subjetividade em obra: Lygia Clark, artista contemporânea. Projeto História, 25, 43–54.

Roque, A. (2024, 7 de maio). O cinema de Messora e Salaviza com o povo indígena Krahô: Uma mesa farta para todos. Buala. https://www.buala.org/pt/afroscreen/o-cinema-de-messora-e-salaviza-com-o-povo-indigena-kraho-uma-mesa-farta-para-todos

Serafim, J. F., & Rêgo, F. G. (2020). Deuses, chuvas e homens: Um estudo da mise en scène no documentário Bicicletas de Nhanderú. Revista Teoria e Cultura, 15(3), 177–187. https://doi.org/10.34019/2318-101X.2020.v15.33003

Turner, V. (1974). O processo ritual: Estrutura e antiestrutura (N. Castro, Trad.). Vozes. (Trabalho original publicado em 1969)

Vieira, T. (2019, 16 de março). João Salaviza e Renée Nader Messora [Vídeo]. Antena 3. https://antena3.rtp.pt/entrevistas/joao-salaviza-e-renee-nader-messora/

Viveiros de Castro, E. (1996). Os pronomes cosmológicos e o perspectivismo ameríndio. Mana, 2(2), 115–144. https://doi.org/10.1590/S0104-93131996000200005

Published

2026-03-26

How to Cite

Landscapes of Fabulation and Displacement: Cinema, Alterity and Cartography in Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos. (2026). Vista, 17, e026002. https://doi.org/10.21814/vista.7089

Similar Articles

You may also start an advanced similarity search for this article.